A psicologia das cores na arquitetura

Complementando o post anterior, daremos prosseguimento a um assunto bastante interessante: a psicologia das cores na arquitetura.

Existem estudos profundos que comprovam a influência direta das cores no centro psicológico dos seres humanos, portanto, mais do que o papel estético, elas também são importantes para a harmonia dos ambientes.

Nossa sensibilidade reage às cores de várias maneiras. São reações subjetivas que nosso sub-consciente percebe com mínimos detalhes e que as vezes passam desapercebidos pelo consciente. As cores quentes nos deixam alegres, passam energia, força, enquanto as cores frias acalmam e relaxam.

Cada cor tem seu poder, sua influência na vida de casa pessoa. Na realidade, este é um tema bastante complexo e extenso. Existem centenas de livros a respeito deste assunto. Como um breve resumo, a seguir, veremos um breve descritivo de como algumas cores funcionam no sub-consciente humano:

Vermelho: Representa vida, atividade, energia. Cor mágica em muitas culturas, representa o sangue, a essência da vida. No Japão, crianças com catapora são mantidas em um quarto totalmente vermelho, vestidas com roupas vermelhas para apressar o processo de cura. É também um sinal de ódio e de energia que deu errado e resultou em crueldade, tendo por isto se tornado o símbolo de Satã. Por ser uma cor quente ela não é tão apreciada pela a maioria das pessoas. Pode ser usada em salas de estar, em detalhes ou para valorizar uma parede.

Laranja: As laranjeiras fornecem flores generosas. Tanto nas culturas ocidentais como orientais, suas flores são usadas pelas noivas como um símbolo de fertilidade. Em aromaterapia, o perfume da laranja é usado como calmante. Em arquitetura, o tom desperta o apetite e a ajuda a amenizar a dificuldade de comunicação. Traz aconchego, as pessoas que entram num ambiente com tons alaranjados tendem a se sentir acolhidas.

Amarelo: Os corpos dos aborígines australianos são pintados com ocre amarelo nas cerimônias funerárias. Na Idade Média tanto Judas como o Diabo eram representados vestidos de amarelo. A amarelo-ouro é o símbolo do Sol, significando o poder e a bondade de Deus, a auréola dos santos é dourada para mostrar a luz da vida eterna. Nos ambientes, o amarelo proporciona concentração, atenção. É excelente para ambientes onde serão desenvolvidas atividades intelectuais, como salas de estudo e escritórios.

Verde: Devido ao seu uso nas cerimônias pagãs, o verde foi banido pelos primeiros cristãos. A cor é muito usada nos hospitais com base na crença de que esta cor ajuda o processo de recuperação da saúde. Para os muçulmanos, o verde é sagrado e simboliza a imortalidade. Aplicada nos ambientes, enseja tranqüilidade, mas de forma ativa. Também provoca sensação de frescor e limpeza. Pode ser explorado em salas, cozinhas e banheiros.

Azul: O Deus dos Judeus ordenou aos israelitas que usassem um barrado azul em suas roupas No norte da Europa, por volta de 1600, um pano azul era usado no pescoço para evitar doenças. Culturas asiáticas acreditam que vestir ou carregar algo azul afasta o mau olhado. Diferente do verde, nos ambientes a cor azul provoca uma tranqüilidade passiva, É um tom altamente calmante.. Leva a uma introspecção profunda sendo ideal para ambientes onde as pessoas pretendem relaxar como quartos, salas de relaxamento e clínicas.

Violeta: Tom especialmente sagrado para as culturas romanas e egípcias nas figuras de Júpiter e Osíris. Associa-se às dimensões sagradas, justiça, diligência, nobreza de espírito, pensamento religioso, idade avançada e inspiração. Na China o violeta simboliza a morte e é a cor das viúvas. Suas várias matizes representam sofisticação e denotam espiritualidade. É uma cor preciosa, luxuosa e que pode ser usada, sem restrições, tanto em quartos como em salas.

Preto: Na Grécia antiga o preto simbolizava a vida porque o dia nascia da escuridão. Já para os antigos egípcios a negra lama do Nilo representava um renascer e os gatos pretos eram considerados duplamente sagrados. Este tom, que representa a ausência de cor ou de luz, demonstra poder e elegância mas deve ser usado numa elaboração bem feita.

Marrom: Nas culturas orientais acredita-se que o marrom incorpore toda a força natural do elemento terra. Na Idade Média era a cor designada aos camponeses, e portanto é associada à humildade. Nos ambientes, dá a impressão de algo sólido, seguro e calmo. Também pode ser associada a idéias de natureza, rusticidade, estabilidade, estagnação, peso e aspereza.

Branco: Pitágoras, o filósofo grego, acreditava que a cor branca continha, além de todas as outras cores, todos os sons. As tradições nipônicas consideram o branco a cor do luto. Para denotar inocência virginal, lírios brancos apareciam nas pinturas da Anunciação. Na Arquitetura e Decoração, o branco pode ser usado como cor neutra mas também para dar uma idéia de pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade e esterilidade.

Cinza: Essa cor foi utilizada pelos povos primitivos para marcar as paredes das cavernas e reclamar seus domínios. É uma cor sombria, e foi utilizada pelas pessoas comuns durante o tempo de Carlos Magno, no século VIII.. Modernamente, o cinza é uma cor neutra mas que também pode ser usada para significar elegância, humildade, respeito, reverência e sutileza.

Este é apenas um breve resumo mas fica a dica da importância das cores na arquitetura. “Colorir a vida  é alegrar o mundo!”

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2 respostas para A psicologia das cores na arquitetura

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